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No início da década de 70 do século passado criou-se um mito urbano, de proporções lunares, estou a falar do caso das bactérias da câmara de TV da sonda Surveyor 3. Segundo a história, a 17 de Abril de 1967 saiu da Terra a sonda Surveyor dirigindo-se para a Lua, após uma viagem de três dias, alunou no Oceanus Procellarum, mais conhecido como o mar das Tormentas.
Passados cerca de 2 e meio depois, chega a Lua a missão Apolo 12, a sua missão explorar a superfície lunar e recolher material e amostras da sonda. A câmara de TV, foi recuperada e guardada na cápsula da Apolo. Quando chegaram a Terra, foi observado que a câmara possuía bactérias do tipo Streptococcus mitis, até aqui nada de estraordinario, não fosse o facto de estarem vivas e de boa saúde. Surgiu então a hipótese em alguns círculos académicos que estas bactérias sobrevieram as condições extremas do espaço, ou seja viajaram na sonda da Terra, ficaram cerca de 2 anos e meio a “saborear” o ambiente lunar e voltaram a Terra sãs e salvas.
Mas esta história é facilmente rebatida. Como já referi, bactéria em questão vive na boca e não existem provas que possa sobreviver durante tanto tempo (dois anos e meio), fora do corpo humano. Como qualquer estreptococo é um mesofilo, ou seja não consegue sobreviver a temperaturas que sejam muito afastadas da temperatura do corpo humano (sensivelmente 37º C), não e um estremofilo e não produz endosporos, logo não poderia sobreviver a Lua.
A ciência desconhece qualquer ser vivo que consiga sobreviver a tais diferenças brutais de temperatura, a amplitude situa-se em mais de 250 ºC (temperatura média da superfície durante do dia ronda os 107º C e a temperatura média a noite e de aproximadamente 153º C negativos). Poderá existir tal ser, mas ele certamente não será de origem terrestre.
A câmara da Surveyor 3, foi recuperada e colocada num saco de nylon, como afirmei acima, e não num contentor metálico estanque, comum nas missões Apollo, sendo que este daria garantias de que a câmara chegaria a Terra sem qualquer tipo de contaminação. Logo e possível inferir que a contaminação poderia ocorrer no modulo espacial, pelos próprios astronautas. E será que já referi que é uma bactéria que vive na boca?
Passados cerca de 2 e meio depois, chega a Lua a missão Apolo 12, a sua missão explorar a superfície lunar e recolher material e amostras da sonda. A câmara de TV, foi recuperada e guardada na cápsula da Apolo. Quando chegaram a Terra, foi observado que a câmara possuía bactérias do tipo Streptococcus mitis, até aqui nada de estraordinario, não fosse o facto de estarem vivas e de boa saúde. Surgiu então a hipótese em alguns círculos académicos que estas bactérias sobrevieram as condições extremas do espaço, ou seja viajaram na sonda da Terra, ficaram cerca de 2 anos e meio a “saborear” o ambiente lunar e voltaram a Terra sãs e salvas.
Mas esta história é facilmente rebatida. Como já referi, bactéria em questão vive na boca e não existem provas que possa sobreviver durante tanto tempo (dois anos e meio), fora do corpo humano. Como qualquer estreptococo é um mesofilo, ou seja não consegue sobreviver a temperaturas que sejam muito afastadas da temperatura do corpo humano (sensivelmente 37º C), não e um estremofilo e não produz endosporos, logo não poderia sobreviver a Lua.
A ciência desconhece qualquer ser vivo que consiga sobreviver a tais diferenças brutais de temperatura, a amplitude situa-se em mais de 250 ºC (temperatura média da superfície durante do dia ronda os 107º C e a temperatura média a noite e de aproximadamente 153º C negativos). Poderá existir tal ser, mas ele certamente não será de origem terrestre.
A câmara da Surveyor 3, foi recuperada e colocada num saco de nylon, como afirmei acima, e não num contentor metálico estanque, comum nas missões Apollo, sendo que este daria garantias de que a câmara chegaria a Terra sem qualquer tipo de contaminação. Logo e possível inferir que a contaminação poderia ocorrer no modulo espacial, pelos próprios astronautas. E será que já referi que é uma bactéria que vive na boca?
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.____________________________________________ Adaptado de Nasa
Existem indícios que sugerem que a câmara foi contaminada depois do regresso a Terra. Leonard Jaffe, cientista do programa Surveyor e guardião de todas as peças que regressaram a Terra vindas da Lua da sonda Surveyor 3, afirmou numa carta endereçada a Sociedade Planetária que um seu colaborador que tinha observado o teste para identificação de identificação de seres biológicos, tinha observado uma “quebra do procedimento estéril”, mesmo na altura em que obtiveram um resultado falso positivo. Visto que uma das ferramentas usadas para desmontar as peças da câmara, foi poisada numa bancada não esterilizada do laboratório, as amostras retiradas da câmara foram obtidas a partir de peças retiradas com essa ferramenta, foram as únicas que apresentaram a presença de Streptococcus mitis. O próprio Jaffe afirmou “ é por isso, muito possível que os microrganismos foram transferidos para a câmara depois do seu regresso a Terra, e que estes nunca foram a Lua”.
A conclusão mais lógica é de uma contaminação posterior a sua recuperação da superfície terrestre. Alias a afirmação de que a bactéria em questão sobreviveu 2 anos e meio na superfície lunar, nunca foram documentados em nenhuma publicação sujeita a avaliação por peer-review. E deixo a questão ao leitor, de todas as bactérias existentes, porque logo uma bactéria vinda da boca?
Devido a celeuma originada, no ano passado (2007) a NASA resolveu a financiar um estudo ao seu arquivo para tentar localizar o filme da remoção da amostra do corpo da câmara para confirmar a quebra na esterilidade.
Ah! A câmara da controvérsia, jaz no museu Smithsonian do Ar e Espaço em Washington, nos Estados Unidos.